Ano novo, vida renova

Acredito que a vida nova não depende do novo ano. Depende de um gesto novo, de um sorriso novo, de uma atitude nova. Assim, podemos começar uma vida nova a qualquer dia. Todo dia. Renovar. Não precisamos esperar a troca do calendário. Por isso uma vida nova também é feita do que nem é tão novo assim. É feita de rotina, de família e de amigos, de gestos que não são novos, mas que ao se repetirem, renovam a convivência. É carinho, é abraço, é estar junto. Coisas que podem ser tão corriqueiras, mas que nunca envelhecem. São figurinhas que podem se repetir em todas as páginas de agendas, mas nunca vão enjoar.

Optei por não escrever sobre metas ou retrospectivas, pois 2016 foi um ano conturbado e intenso. Foi mundialmente catastrófico, porém, teve seus momentos de glória. E pessoalmente, pra mim, também foi de altos e baixos – aliás, bem altos e bem baixos, diga-se de passagem. E falando nisso, creio que passamos pelo que passamos para crescer. Temos tanto a aprender com as derrotas quanto com as conquistas. Nem nossos problemas e nem nossos méritos são dignos de maior ênfase do que os dos outros. Todos ocupam seu devido espaço. Francamente, seja a situação positiva ou negativa, sempre há a metade cheia do copo. E, apesar de nem sempre ser muito fácil esquecer a metade vazia, é sempre importante buscar valorizar a parcela boa. Focar no lado bom não vai diminuir o peso da barra, mas com certeza vai ajudar a seguir em frente com mais leveza.

Foca, valoriza, renova. Feliz 2017!

Lembremo-nos: discurso de formatura

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No dia 27 de agosto foi a minha formatura no curso de graduação em Ciências Contábeis pela UNISC (Santa Cruz do Sul – RS). Neste dia tão importante, recebi, junto com minha colega Scheila Nowotny, a tarefa de desempenhar o papel de oradora da turma. Muitas coisas passam na cabeça neste momento, há tanto para se dizer, tantas pessoas para representar e outras tantas para agradecer. Para o discurso, tentei elaborar algo bem abrangente, e o mesmo tempo pessoal, para que todos os envolvidos se sentissem representados naquele momento.

Agora, resolvi compartilhar as palavras ditas naquele dia, com os leitores aqui do blog, que é onde reúno o que escrevo para dividir com quem se identifica. E sim, é um discurso, é um pouco longo mesmo, e talvez tenha alguns clichês de todo esse sentimento envolvido em formaturas, mas há coisas que precisam ser ditas. Enfim, busquei ajustar até mesmo os clichês à nossa realidade, fiz o que pude, foi de coração.

Pulando a parte dos cumprimentos iniciais, lá vai…

″Estamos aqui, celebrando a superação de um desafio em comum, que foi aceito por cada um dos formandos, há alguns anos atrás. Comemoramos hoje o alcance de um mesmo objetivo, sonhado e batalhado em diferentes situações de vida. A escolha foi duvidosa, o caminho não foi fácil, mas é a superação dos desafios que nos fortalece.

Por exemplo, eu sempre vi o discurso de um orador de turma, como um momento importante, mas nunca havia me imaginado exercendo essa função. Inclusive, no semestre passado, enquanto eu assistia à colação de grau do curso de Ciências Contábeis da UNISC, onde estavam se formando muitos dos amigos que fiz nesta instituição, eu imaginava que dali a seis meses, seria eu. Porém, naquele momento, eu tinha certeza de que eu não teria coragem para falar especificamente como oradora, pois não deveria ser nada fácil estar na frente dos colegas, mestres, familiares e amigos, para falar sobre a conclusão de uma etapa, na qual todas essas pessoas foram importantes e acompanharam o desenvolvimento de perto.

Eis que a vida dá voltas, os desafios surgem e me vejo agora, aqui, com a tarefa de falar justamente para todas essas pessoas… E continuo achando que não é fácil! Mas gostaria de agradecer imensamente a presença de todos, em nome da turma.

Acredito que as oportunidades surgem em nossas vidas para nos instigar a melhorar, para nos desafiar e fazer com que superemos nossos medos. E só estamos aqui hoje, colegas, por conta de uma sucessão de oportunidades que nos desafiaram, e que aceitamos enfrentar.

É isso que o ingresso na vida acadêmica faz: nos desafia! É um grande e importante desafio, repleto de outros pequenos e cotidianos desafios. Desde o início, passamos a vivenciar diferentes condições que nos estimulam a melhorar nossa forma de agir e de pensar. Nos fazem sair de nossa zona de conforto.

Quantos de nós pensaram que não conseguiriam realizar um curso de graduação, seja por falta de tempo para estudar e passar no vestibular, ou por não conseguir conciliar a rotina com outros afazeres, ou ainda, por dificuldades financeiras. São motivos corriqueiros, que fazem com que muitas pessoas tenham que abrir mão do sonho. Depois, quantos de nós tiveram dificuldade em disciplinas, naquelas clássicas do curso que amedrontam a todos. Quantos não passaram dias e noites a fio, quebrando a cabeça para ajustar a rotina aos períodos de estudo, realizando trabalhos e, frequentemente, dormindo muito pouco. Quantos de nós ficaram em dúvida quanto ao tema do trabalho de conclusão, e desafiaram seus próprios receios para apresentar o resultado final perante à banca avaliadora.

Estes são apenas alguns exemplos de desafios que muitos de nós, se não achamos que não conseguiríamos, pelo menos sabíamos que não seria fácil. Realmente, mais uma vez, não foi fácil, mas também não foi impossível. E foi tão possível, que hoje estamos aqui! Sabemos que são desafios que foram superados, e que muito contribuíram para o nosso desenvolvimento acadêmico e profissional.

Nós gostaríamos de fazer um apelo à turma, tanto aos colegas como a nós mesmas, para que levemos como uma missão daqui para frente: basicamente, pedimos para que LEMBREMO-NOS. Lembremo-nos de duas coisas, em especial:

Primeiramente, de nosso FUTURO, de continuar aprendendo, para continuar tentando melhorar sempre. Para mantermos a disciplina da classe contábil, e o alto nível de ensino e formação das instituições. Para buscarmos, cada vez mais e de melhor forma, repassar o nosso conhecimento a quem dele necessite, considerando a amplitude e constante ascensão do mercado contábil. Para assim, lutarmos para melhorar a situação de nosso país, enfrentando desafios com sabedoria e prezando por uma atuação condizente com os princípios éticos, ao mesmo tempo em que executamos nossas tarefas com eficiência.

Além disso, pedimos para que lembremo-nos também, de nosso PASSADO. Para que durante todos os dias daqui pra frente, não nos esqueçamos de lembrar o que vivemos para chegar até aqui. Lembremo-nos dos mestres que nos orientaram, dos colegas que dividiram conosco as angústias e alegrias que passamos durante a graduação, dos familiares, amigos e de todas aquelas pessoas que nos apoiaram, incentivaram, inspiraram e assim, nos ajudaram a seguir em frente, para hoje estarmos comemorando esta conquista, pois a estas pessoas devemos nosso maior agradecimento. E principalmente, lembremo-nos de que não foi fácil, mas que não foi impossível, tanto que superamos o desafio de alcançar nosso objetivo.

Destacamos estas duas grandes riquezas da vida, as quais precisamos sempre lembrar: o futuro e o passado. E em meio a essa relação, surge a dúvida sobre o presente. E quanto à ele, gostaríamos de deixar uma frase muito pertinente de Chico Xavier, que diz ‘crê em ti mesmo, age e verás os resultados. Quando te esforças, a vida também se esforça para te ajudar’. E é realmente isso: enquanto lembramos do futuro, e do passado, devemos acreditar em nós mesmos, e agir. Dedicar nossos maiores esforços para o pleno desenvolvimento do agora.

Nós precisamos viver o presente, aproveitar e tentar tirar o melhor de cada momento, para que sejamos melhores a cada novo futuro que passarmos a viver, e lembremos de cada vez mais conquistas que realizamos no passado. Como esta que estamos comemorando hoje, que é a coroação da superação de vários desafios de cada um de nós, e que amanhã, vamos apenas lembrar.

Por isso, vamos viver e celebrar este momento, da forma mais plena possível, para que este presente se torne uma de nossas melhores lembranças do passado, no futuro. Muito obrigada!”

Renascer para melhorar

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É julho outra vez, mais um ano passou voando, e de novo chegou meu dia, o preferido no mês. Passadas mais quatro estações, tanta coisa já se viu, primavera floriu, verão radiante sorriu e o outono com aconchego, trouxe histórias e partiu. O inverno tomou seu lugar, e todos os lugares por aqui. Mais um aniversário, mais um ano que vivi. Vim em julho, vivo em tudo, vi e vejo em tudo a vida. Cada passo e cada traço à procura da medida, marco a cena, guardo o som, ponho a alma em pensamento. Retalhos do que passou, testemunhos em frações, são lembranças de bons momentos.

Em julho me fiz, e fiz alguma mudança desde então. Fiz um pai e uma mãe, fiz um novo coração, um novo gesto de sentir, um novo modo de viver. Cada filho é uma missão, tantas coisas para ensinar, outras tantas para aprender, imagino quantas dúvidas para um caráter formar e criar um novo ser. É bom pensar nisso e refletir, que nada acontece em vão, é tudo aprendizado, faz parte de uma missão.

Todo ano, desde então, é em julho que me faço. Em cada abraço, renasço, em cada bom sentimento, um laço. É quando aquele balanço para fechar o ciclo eu faço, típico de reveillón. E não deixa de ser assim, ano novo, renascimento… é um novo ano que começa pra mim. Tenho muito o que aprender, a refletir e a melhorar, preciso observar o positivo e me inspirar. Continuo renascendo, vendo, vivendo e aprendendo. E assim quero continuar, ano após ano, tentando melhorar, para que a cada novo inverno, eu tenha mais histórias e amigos para contar, momentos para registrar e motivos para comemorar!