Ano novo, vida renova

Acredito que a vida nova não depende do novo ano. Depende de um gesto novo, de um sorriso novo, de uma atitude nova. Assim, podemos começar uma vida nova a qualquer dia. Todo dia. Renovar. Não precisamos esperar a troca do calendário. Por isso uma vida nova também é feita do que nem é tão novo assim. É feita de rotina, de família e de amigos, de gestos que não são novos, mas que ao se repetirem, renovam a convivência. É carinho, é abraço, é estar junto. Coisas que podem ser tão corriqueiras, mas que nunca envelhecem. São figurinhas que podem se repetir em todas as páginas de agendas, mas nunca vão enjoar.

Optei por não escrever sobre metas ou retrospectivas, pois 2016 foi um ano conturbado e intenso. Foi mundialmente catastrófico, porém, teve seus momentos de glória. E pessoalmente, pra mim, também foi de altos e baixos – aliás, bem altos e bem baixos, diga-se de passagem. E falando nisso, creio que passamos pelo que passamos para crescer. Temos tanto a aprender com as derrotas quanto com as conquistas. Nem nossos problemas e nem nossos méritos são dignos de maior ênfase do que os dos outros. Todos ocupam seu devido espaço. Francamente, seja a situação positiva ou negativa, sempre há a metade cheia do copo. E, apesar de nem sempre ser muito fácil esquecer a metade vazia, é sempre importante buscar valorizar a parcela boa. Focar no lado bom não vai diminuir o peso da barra, mas com certeza vai ajudar a seguir em frente com mais leveza.

Foca, valoriza, renova. Feliz 2017!

Renascer para melhorar

julho 1000

É julho outra vez, mais um ano passou voando, e de novo chegou meu dia, o preferido no mês. Passadas mais quatro estações, tanta coisa já se viu, primavera floriu, verão radiante sorriu e o outono com aconchego, trouxe histórias e partiu. O inverno tomou seu lugar, e todos os lugares por aqui. Mais um aniversário, mais um ano que vivi. Vim em julho, vivo em tudo, vi e vejo em tudo a vida. Cada passo e cada traço à procura da medida, marco a cena, guardo o som, ponho a alma em pensamento. Retalhos do que passou, testemunhos em frações, são lembranças de bons momentos.

Em julho me fiz, e fiz alguma mudança desde então. Fiz um pai e uma mãe, fiz um novo coração, um novo gesto de sentir, um novo modo de viver. Cada filho é uma missão, tantas coisas para ensinar, outras tantas para aprender, imagino quantas dúvidas para um caráter formar e criar um novo ser. É bom pensar nisso e refletir, que nada acontece em vão, é tudo aprendizado, faz parte de uma missão.

Todo ano, desde então, é em julho que me faço. Em cada abraço, renasço, em cada bom sentimento, um laço. É quando aquele balanço para fechar o ciclo eu faço, típico de reveillón. E não deixa de ser assim, ano novo, renascimento… é um novo ano que começa pra mim. Tenho muito o que aprender, a refletir e a melhorar, preciso observar o positivo e me inspirar. Continuo renascendo, vendo, vivendo e aprendendo. E assim quero continuar, ano após ano, tentando melhorar, para que a cada novo inverno, eu tenha mais histórias e amigos para contar, momentos para registrar e motivos para comemorar!

O tesouro que há no caminho

arcoiris

Quem quer, faz. Já vivi o suficiente para entender que o que é meu, ainda que não agora, um dia, vai ser meu.

Não é desejo de possessão, de forma egoísta. É desejo de ter, inclusive, a possibilidade de conviver, a oportunidade de compartilhar. De dividir e expandir alegrias. De viver!

O importante é, antes de tudo, preocupar-se com as realizações próprias. Com a plena satisfação em fazer o que se faz, em viver o que se vive. As pequenas felicidades cotidianas levam às grandes. O prazer de extrair o melhor de cada instante prepara as energias em volta para receber os maiores anseios.

O bem plantado hoje, vai um dia ser colhido. As árvores darão frutos e os arco-íris levarão aos tesouros, mas a jornada não vai ser fácil. Uma árvore não cresce, floresce e dá frutos de um dia para o outro, assim como arco-íris não surgem em qualquer lugar. Os potes de ouro são encontrados por aqueles que persistem, e aproveitam os caminhos coloridos até neles chegarem. Basta reconhecer e valorizar tanto o arco-íris quanto o tesouro. Tanto a beleza das árvores quanto o sabor dos frutos.

Quem quiser me ver, vai me ver. Quem quiser estar comigo, vai dar um jeito. Quem quiser ouvir o que digo, vai ouvir. E quem tiver de chegar até mim, um dia vai chegar. Assim como eu sei que vejo quem tenho que ver, ouço quem tenho que ouvir, para chegar onde devo chegar. Não simplesmente porque quero, mas acredito que tem uma energia maior que nos encaminha para um lado ou outro. Destino, talvez. Sempre tem um propósito, mesmo que, agora, eu não entenda. Nada do que encontro pelo caminho é em vão.

As oportunidades aparecem a qualquer tempo, mas às vezes até é preciso colocar os óculos e melhorar a visão para enxergá-las. Ou ainda, dar abertura para que apareçam. Os objetivos iniciais nem sempre são alcançados, por isso sei que a grande chave é aproveitar o caminho. Assim, o objetivo pode até mudar no meio do trajeto, e as pequenas fases podem ser mais surpreendentes do que o grand finale. Melhor viver um grande percurso ao aproveitar cada segundo, do que frustrar-se ao alcançar o objetivo e perceber que nem era tudo aquilo que foi idealizado.